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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Saudade














"Saudade é o inferno dos que perderam, 
é a dor dos que ficaram para trás, 
é o gosto de morte na boca dos que continuam..."
(Pablo Neruda) 









Andava cabisbaixo, taciturno, pelo mundo.
Não via a vida em torno de si.
O ar pesava nos pulmões. A mente seguia uma idéia fixa, um ideal.
Desdenhava o cantar dos pássaros, o Sol radiante do meio-dia.
"Os seus olhos... Eles é que são belos", pensou.
Fez uma breve reflexão sobre a sua vida. Tomou como verdade incontestável o fato de que a sua presença, para ele, era o principal determinante de tudo aquilo que o faz sorrir.
Percebeu que desde o momento em que a conheceu, tudo mudou, tudo fez sentido.
De repente, uma lágrima de saudade.
Em seguida, um aperto no coração, a ausência de quem se adora.
Sentiu a sensação se que tudo o que vivera ao lado dela tinha sido um sonho... O mais belo de todos... E que fora desperto deste sonho contra a sua vontade.
Ela se foi. Eis a dura e amarga realidade.
Agora, sentia pesar sobre os teus ombros a falta, a angústia, a morte que cantava os poetas ultrarromânticos.
Mas continuou, andando cabisbaixo, taciturno, pelo mundo.
Não havia vida em torno de si.
Não havia cantar de pássaros nem o Sol radiante do meio-dia.
Não havia mais sorrisos pois não havia quem os determinasse.
"Os seus olhos... Eles é que eram belos", pensou.










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