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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Por um [Últra]Romântico



"Coração, por que tremes? Vejo a morte,
Ali vem lazarenta e desdentada...
Que noiva!... E devo então dormir com ela?
Se ela ao menos dormisse mascarada!"
Álvares de Azevedo



Um silenciar, no coração,
Que incomoda - tal como eu sinto.
Não quero a vida, com tuas rosas,
Mas mil vezes mais, os teus espinhos.

Um descompasso, a solidão
Sem paixão que me embriague - um absinto.
Quero antes amar, sem direção,
E caminhar a um abismo.

Quero no peito a tuberculose.
Amor não é mais que doença do peito,
Sôfrega dor que corrói por dentro.

Não quero o viver sem  forte tosse.
A vida não é mais do que esterco enfeito!
Mandem a morte vir dormitar meu Leito.


Renato Marques

4 comentários:

  1. Acho que chutei o pau da barraca, com este (risos).

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  2. Uou!

    Chutou o pau da barraca, a lona e o lampião. rs. Queria eu ter um dia o amor dos poetas, intenso, dolorido, bonito. Amor.

    Saudadocê

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  3. Ah, Giseli!Rs - Não achei tanto assim, mas de qualquer forma valeu pelo incentivo. rs

    =D

    Nati!!!

    Saudadeti!!!

    Por enquanto eu tô correndo deste tipo de amor... rs

    Obrigado às duas!!!

    =D

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